Archives novembro 2017

Fim de uma era.

A Cakewalk, uma das mais antigas empresas de software de música do mundo, foi fechada pela sua marca-mãe Gibson.

A empresa com sede em Boston era mais conhecida por sua estação de trabalho de áudio digital, Sonar, que começou a vida em 1987 como um sequenciador de MIDI de software, também conhecido como Cakewalk.

Em um comunicado, Gibson, que comprou a marca em 2013, disse que estava fechando o Cakewalk “para melhor alinhar com a estratégia de aquisição da empresa”, com foco em construir sua presença no mercado de áudio eletrônico de consumo através da sua marca Philips. A empresa também disse que está “deixando o desenvolvimento ativo e a produção de produtos da marca Cakewalk”.

O CTO Noel Borthwick, da Cakewalk, disse em uma publicação no blog que, enquanto a Cakewalk continuará a funcionar normalmente e seus servidores continuarão a operar, mas atualizações mensais sobre o Sonar cessarão. “Nossa maior motivação foi a alegria na produção de software para uma base surpreendentemente apaixonada de artistas, músicos e produtores que usaram nosso software para criar música diariamente”, disse ele.

Cakewalk teve uma década turbulenta. A empresa foi comprada pela Roland em 2008 e vendida a Gibson cinco anos depois, mas manteve um seguimento apaixonado. Em uma recente entrevista ao estúdio, Chromeo disse ao FACT que eles apenas pararam de usar seu PC Pentium II e Cakewalk de 1997 na criação de seu álbum atual.

O último grande anúncio da empresa foi o Momentum, um aplicativo para sincronizar idéias de músicas em dispositivos móveis e desktop que exige uma taxa de assinatura mensal para obter o máximo de suas características. No ano passado, a empresa lançou uma versão gratuita dos usuários do Sonar para Mac.

FONTE: FACT

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Algumas dicas bem úteis para uso do Reverb

Aprender a usar o reverb é um passo importante para poder produzir sua própria música. O reverb ajuda a adicionar profundidade e espaço extra às suas mixagens e tornou-se uma ferramenta de estúdio essencial.

O reverb é necessário para criar a impressão de distância e separação entre elementos, mas também contribui muito para o “fator de glamour” que você precisará para uma produção comercial moderna. Simplesmente, fazer as escolhas de reverberação erradas é um forte indicador de uma mix não profissional.

O uso errado de reverberados são potencialmente destrutivos, ao ponto de muitos de nós também sermos muito conservadores quando o usamos.
Descobrir como usar o reverb em suas mixagens pode demorar muito tempo de prática, se você não tem acesso a um bom curso ou mentores.

Acho que é uma das ferramentas mais importantes que você possui no seu estúdio para tornar suas faixas e produções profissionais.

Como a maioria das coisas envolvidas com a produção, não há realmente nenhuma regra concreta que você deve seguir, então não tenha medo de experimentar e tome tempo para experimentar configurações diferentes em seus plugins de reverberação.

Toda vez que queremos criar espaço e profundidade para nossas mixes, sabemos que o reverb e o delay são essenciais na criação desses efeitos.

Ele também pode ser usado como um processo criativo para dar aos seus sons uma vibe mais louca do que como normalmente soa. Você pode usá-lo como um insert ou usá-lo em uma mandada, a maioria dos engenheiros de mixagem preferem esse último. Tudo depende do seu propósito com esse efeito.

Recentemente fiz um vídeo apresentando o Little Plate, um plugin gratuito da SoundToys. Um reverberador do tipo plate, que simula os antigos reverbs, que consistem em uma grande placa de metal, onde o sinal do som entra na placa de metal e e gera uma reverberação controlável.

Alguns amigos me perguntaram sobre a ausência do controle de pre-delay no Little Plate, e no video abaixo vou explicar como usa-lo criando um controle de pre-delay você mesmo.

Usando Reverb na Mixagem [Profundidade e Dicas de Pre-Delay]

O som de reverberação de placa inconfundível

Quente, rico e espaçoso, está agora ao seu alcance. Inspirado pelo reverb plate original EMT 140, foi capturada o som e a vibração maravilhosas deste clássico e foi transformado em um plug-in divertido e musicalmente inspirador.

E não conseguimos resistir ao empurrar os limites da realidade, então adicionamos um par de knobs divertidos que permitem que você leve Little Plate aos espaços onde o hardware original só sonhava.

Uma vez que recriamos o icônico som 140, não conseguimos resistir a ir mais longe.

Enquanto o reverb original só conseguiu reunir um modesto cinco segundos de tempo de reverberação, little plate empurra esse número mais alto. Muito mais alto. Com o Tempo de Decadência definido para o infinito, as caudas de reverb da Little Plate nunca desaparecem.

Ouça alguns exemplos em uma das minhas últimas mixagens:

 

SoundToys Little Plate [Primeira Vista]

Mais info: http://www.soundtoys.com/product/little-plate/

Atualize seu mindset

Fala pessoal! Aqui é Leandro Carimbó dono da Dark Path Studio.

Tenho em mente que todos os produtores já passaram algumas frustrações em estúdio e garanto que 80% dessas causas tenham ocorrido por um único problema… a falta de diálogo no início do projeto. Pensando nisso, trago a vocês algumas dicas para contornar alguns problemas e criar um vínculo de amizade com seus clientes.

Bate Papo (parte 1)

Um dos grandes lances da produção é deixar os artistas confortáveis para trabalhar, nada melhor que uma conversa. Com esse primeiro bate papo, você vai descobrindo qual o tipo de artista está lidando.

Entenda se ele é tímido, extrovertido, se é mais sério entre outras personalidades. Neste primeiro momento já podemos ir pensando no modo como iremos trabalhar. Algo muito importante nesta etapa, EVITE conversar sobre temas polêmicos e que podem gerar discórdia.

Bate Papo (parte 2)

Depois de uma conversa mais tranquila, já se pode pensar em construir uma base do seu projeto. Se foque em descobrir as principais influências que o artista possui, o que ele tem para propor na música.

Você pode optar por mostrar seus trabalhos que fez no estúdio. Comece sempre mostrando os seus melhores projetos e os mais parecidos. Geralmente de 2 a 4 músicas bem produzidas já são suficientes.

Analise do Single/EP/CD

Se as etapas anteriores não tiverem com seus alicerces estabelecidos, pode haver um pequeno problema, a falta de concordância. Eu gosto de pedir ao artista para me trazer sempre algumas músicas a mais do que ele escolheu. Por exemplo: Se for gravar 5 músicas, eu falo para trazer no mínimo 8. De preferência, tenha algo para fazer suas anotações pessoais, por exemplo: ideias para arranjos, erros, acertos e avaliações. No final da audição, teremos uma base de como vamos produzir, qual será o workflow que iremos adotar.

Bate – Papo (parte 3)

Agora sim, você conhece as músicas, já sabe o que vai trabalhar e é agora que entra sua persuasão. Fale com propriedade sobre as músicas que você escutou, diga o que vai fazer e qual o potencial delas. Aqui teremos a liberdade de expor nossa opinião, poderemos falar quais músicas estão mais preparadas, onde vai trabalhar nelas, começar a dar ideias de arranjos e produção. Lembre-se que você está lidando com o sonho de um artista, não seja duro.

Contrato

Chegando na última etapa, temos a entrega do contrato. Leia todo o contrato junto, cláusula por cláusula para não haver problemas futuros. Uma dica que deixo é poder facilitar da melhor forma possível o seu modo de pagamento, isso coloca mais chances do cliente fechar negócio na hora.

Para quem é membro do fórum som binario, existem alguns modelos de contrato AQUI

Os principais pontos positivos:

– Você entendeu como seu cliente funciona e com isso já irá saber como conduzi-lo para o melhor.

– Captou as referências musicais e já tem base dos timbres que deve buscar já nos inicios das gravações.

– Quebrou a parede do “cliente” e terá muitas chances de finalizar o projeto com um laço de amizade.

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Os 2 lados do produtor musical

Qual o seu lado?

Fala pessoal! Aqui quem fala é Leandro Carimbó, produtor musical e dono da Dark Path Studio. Hoje venho falar de algo muito importante em toda produção musical… o produtor.

Nos últimos tempos com as mudanças que a tecnologia nos trouxe o surgimento de muitos home studios, e o papel do produtor ficou confuso e até mesmo obscuro. Costumo dizer que temos dois tipos de profissionais nessa área, o produtor gravador e o produtor musical,qual desses dois você se encaixa?

O produtor gravador, geralmente é aquele que se intitula produtor musical mas apenas grava aquilo que a banda faz em seu estúdio, hoje é o mais comum de trabalho, seja em home studio, estúdios pequenos e até de médio porte. Geralmente o gravador é fruto de um desses casos:
-Falta de experiencia.
– Falta de conhecimento do gênero que está trabalhando.
– Estúdio trabalhava com todos os estilos musicais.
– Apenas ganhar dinheiro de modo fácil.

Por outro lado temos o produtor musical. Sua principal função é aquela de orientar a banda para conseguir a maior qualidade nas músicas. Dando dicas na hora da execução, que se preocupa com a execução, os arranjos, os vocais. Aquele produtor que não tem medo de colocar a cara para bater e dizer o que está bom e o que está ruim. Um dos aspectos que podem terminar um produtor musical são:
– Geralmente trabalha com poucos estilos musicais.
– Tem experiencia no gênero que atua.
– Além do dinheiro, faz por que gosta e está envolvido com o projeto.

E ai? Qual seu lado nessa história? Você grava ou produz? Reflita e deixe aqui nos comentários sua opinião.

Para conhecer mais do meu trabalho acesse: Dark Path Studio

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